Comunidade Espírita “A Casa do Caminho”
Iriê Salomão de Campos
Inteligência e progresso
Os grandes pensadores em comum têm
o exercício de refletir sobre inteligência. Milhares de páginas são preenchidas
com espetaculares arranjos de raciocínios literários, desde Platão que descreve
o Mito da Caverna ( Livro VII A República
Kardec afirma
O Cristo em sua vinda ao planeta
alavancou a inteligência nos retirando da caverna, explicando o verdadeiro
sentido da vida. Meu reino não é deste mundo, ensinou Ele. Amar, perdoar e
servir exemplificou. Teve a coragem, nascida da certeza de Deus, de recusar os
títulos terrenos, entregando-se à cruz da infâmia é mostrando que nada no mundo
vale o divino. Entender o Cristo em sua mensagem é negar toda a materialidade em
que se vive hoje. Nunca tivemos tantas igrejas e templos, tantos cânticos e
rezas.Tão pouco Cristianismo. A cada dia a humanidade está mais voltada para as
sombras da caverna vivendo e vendo o que supõe ser fato, encaminhada por falsos
profetas que a mantém ajoelhada aos pés do santo de barro, ou sob o temor de um
inferno dantesco e da culpa de um pecado original, descrito nos tempos medievais
por homens temerosos escondidos no reino das sombras.
Progredir sempre, tal é a lei; o
que significa libertar-se das crenças do passado, não pelo fato de serem
antigas, mas por não corresponderem às necessidades presentes neste planeta de
tanto progresso científico. É necessário crescer moralmente, entendendo por
moral a vivência cristã. Perceber que somos um espírito milenar, momentaneamente
reencarnado como tal, que temos responsabilidades com o nosso próximo e que a
vida não é uma seqüência de fatos desordenados regidos pelo acaso ou um
pagamento de dívidas. Vivemos segundo nossos atos do passado remoto, o hoje é
fruto do ontem, o amanhã resulta do presente. Somos espíritos em marcha para a
evolução. Reconhecer o sopro divino nesta espiritualidade encarnada é de grande
importância, pois assim deixamos de lado o egoísmo para abraçar a fraternidade,
abandonamos o temor a Deus, substituindo-o pelo Amor a Deus, esquecemos as
diferenças religiosas aprendendo que religião é o religar ao Pai e não um ato
litúrgico.
Saindo da caverna lenta e
progressivamente, ofuscados pelo brilho do sol vamos descobrindo que a
inteligência espiritual é indispensável para compreender o que Jesus ensina
quando diz “Eu sou o caminho a verdade e a vida.”