Era de renovação

 

                                                                   Comunidade Espírita “ A Casa do Caminho”

                                                                    Isabel Salomão de Campos

 

 

Sempre que nos reunimos nesta época de calor espiritual para orarmos e agradecermos a Jesus e a Deus pela mensagem gloriosa da manjedoura, nossos espíritos acovardam-se diante de um tempo difícil, amargo, de injúria e maldade. Ao nos lembrarmos do nascimento feliz do Cristo, lembramo-nos igualmente do que fizemos com Ele. Razão porque, mesmo o Natal sendo a essência de felicidade , a angústia e a tristeza povoa muitas almas envoltas nas recordações do passado faltoso junto a Jesus.

No entanto, sabemos que o amor cobre a multidão dos pecados e o Cristo orou ao Pai pedindo por nós a oportunidade do acerto, do equilíbrio e do aprendizado  para o progresso moral. Embora lentamente, isto vem acontecendo através dos séculos. De alguma forma, os Cristãos procuram aparar  as veredas da vida e preencher  o vazio que a incompreensão deixou nas consciências que despertam e procuram entender a importância de sermos alunos nesta escola abençoada da Terra. Nestes momentos, a festa é também espiritual e, com o anseio de buscarmos a reforma íntima, podemos nos considerar criaturas felizes. Desejamos vencer os problemas do mundo, vivermos a dignidade de filhos de Deus e o amor que nasceu na manjedoura, este sentimento poderoso do evangelho que nós, os seres humanos, não temos o direito de vilipendiar pois veio dos planos superiores e foi anunciado  e exemplificado pelo Cristo quando levantou os caídos do caminho, fez andar os paralíticos e renovou as almas perdidas no mundo para a imortalidade e a glória espiritual.

Nenhum outro espírito, e foram muitos, que serviu `a mensagem do Criador, foi tão leal quanto Jesus. Ele foi o único cuja cruz resplandeceu luz, pois fez do momento doloroso do Calvário a renúncia ao mundo para dar a lição da eternidade quando em espírito falou aos Seus discípulos: “ Não vos deixarei órfãos. Pedirei ao meu Pai e Ele vos mandará O Consolador para que  fique convosco por todos os séculos”. Eis que aqui estamos vivendo esta mensagem. Como poderíamos falar no Cristo e na Sua misericordiosa missão se não fossem os espíritos trabalhadores da divina seara a nos inspirar e resgatar nas emoções endurecidas as lições da manjedoura, a grandeza da caminhada de Jesus quando perdoou sempre e amou incondicionalmente socorrendo os enfermos e aos mais frágeis . Torna-se urgente seguir a mensagem Cristã, não fazendo dela uma religião do pecado e do mistério, mas com a  convicção  de que, o que de fato existe é responsabilidade consciente ante o entendimento das leis morais, não permitindo que os erros crucifiquem-nos ou impeçam-nos a  trajetória de ascenção  porque fomos criados por Deus, portanto somos mais fortes que as ilusões terrenas. Compreender que erramos e buscarmos acertar o nosso caminho com aquele apontado há 2007 anos: este é o nosso dever. E, desta maneira, com humildade, nossos espíritos ajoelham-se  para cantar hosanas ao Senhor por vivermos na era do espírito e vislumbrarmos a certeza de que Jesus continua vivo entre nós. Que este Natal que ainda nos faz sentir o seu calor , seja de recomeço, de reencontro com o Mestre Amado e que possamos abraçar fervorosamente o Seu Evangelho lançando-nos ao trabalho de renovação, pois esta  opção é o maior presente que podemos oferecer ao Sublime aniversariante, permitindo assim  que as luzes e as alegrias desta data nos acompanhem os passos e as decisões,  em todo o ano de 2008. Desejamos paz e progresso ao nosso querido Brasil.

 

 

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